quando o exterior corre em sua ordem de trabalho, faculdade e as mudanças desejadas e necessárias. os pequenos ajustes em mim. e mesmo assim, o interior insiste doendo solitário. nunca soube esse silêncio rompendo meu peito, partindo-me em duas. tão distintas. a perfeição de uma vida e essa tristeza inconsolável que não sei por quê e que me acostumou.
esse silêncio que dói, dói porque nunca antes. pensei ter apreendido as palavras. pensei ser elas meu refúgio. mas agora, sigo as placas, as mesmas placas e não encontro. essa gota de alívio que é a poesia. como disseram, transformar as palavras para falar o dentro antes indecifrável.
esse silêncio quando sou toda inquietação e uma busca apressada pelo novo. quando preciso falar falar para findar a solidão latente. esse frio de não ter abraços pela compreensão.
sou eu mas não me reconheço. sou eu mas não há sentidos sentimentos coloridos. há armagura, mas sou tão nova.
e é tão inverno, como disse outras vezes. o tempo imitando-me é agora. só agora.
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2 dias atrás